Não sei porquê mas eu sinto medo.
Tá, eu sei, mas só a mim importa.
Faço questão de ir atrás do que me faz mal,
sem contar as vezes que o acaso se encarrega disso.
Prefiro sempre ver meus defeitos
e as qualidades dos outros,
o que torna tudo um pouco pior.
E sempre tem alguém pra ferrar a vida da gente,
quando nós mesmos não o fazemos.
Acho que dá medo ter medo,
ainda mais quando sempre travo quando isso ocorre.
Mas também não gosto das coisas muito certas,
é bom não se acomodar.
Só espero que isso seja em vão,
que dúvidas não se confirmem verdades,
e que meu sonho não se desfacele em mil pedaços.
Pior do que não ter,
é achar que se tem
e descobrir que era pura ilusão.
Não sei se agüento mais isso...
Mas sei lá, tentarei ser positiva
e lutar ao invés de me lamentar eternamente.
Depende de mim também.
Lá vou eu de novo então...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Redenção...
E, depois de tanto tempo, me sinto pronta.
Me percebo viva,
querendo sim encarar tudo de frente.
E como isso é bom,
deixar de lado o costume da dor
e ir à luta com esperança!
Durante anos andei perdida,
entre um caminho e outro,
sem saber bem pra onde seguir...
Nem foi uma escolha,
eu apenas quis voltar para o que conhecia,
para onde as coisas eram certas e fáceis.
Mas isso já não era possível,
então permaneci nesse espaço,
entre o antes e o depois,
sem conseguir agir no agora.
Não é fácil optar,
entrar numa trilha
que não se sabe onde levará,
deixar de seguir outras tantas...
E aí vem o medo,
aquele que paralisa,
que faz recuar.
E por medo de não conseguir,
decidi não me mover.
Uma defesa apenas.
Um escudo contra decepcões possíveis.
Mas uma hora a gente pára e pensa,
que a inércia é um estado de eterno vácuo.
E, ao nos deixarmos assim estar,
tornando nossa vida vazia,
acabamos assim ficando também:
ocos de nós mesmos.
E como é triste se esquecer quem se é...
Ou querer achar que não lembra,
pra não ter que encarar algumas coisas,
defeitos inevitáveis,
traços ruins que permanecem...
Só que nem por isso nos tornamos pessoas piores,
mas sim seres conscientes de nossas fraquezas.
No fundo todo mundo é frágil,
pois tudo muda o tempo todo
e não estamos livres disso.
E pode ser desesperador
não saber como agir no próximo capítulo...
Por isso há um período necessário de reflexão
antes que decisões sejam tomadas,
o que é importante para que possamos nos conhecer a fundo,
indo às vezes até o limite da nossa sanidade...
Mas sabendo que ainda há chance de voltar,
ressurgir, reacender a chama esquecida, apagada
e ir atrás não do que se quis,
mas do que se quer, no agora.
E digo tudo isso, simplesmente pra dizer:
estou livre!
Eu me liberto!
Assino minha alforria
e parte rumo a minha nova vida,
a única que importa,
a única de verdade:
a que está por vir...
Já não sou um mero fantoche do destino, hoje eu digo:
já posso ser eu, sem que isso me enlouqueça.
E é o que desejo, o que farei.
Após longo tempo adormecida,
enfim desperto.
E já não tenho tanta vontade de voltar a dormir.
"Fecham-se as cortinas,
e então começa a história real..."
Me percebo viva,
querendo sim encarar tudo de frente.
E como isso é bom,
deixar de lado o costume da dor
e ir à luta com esperança!
Durante anos andei perdida,
entre um caminho e outro,
sem saber bem pra onde seguir...
Nem foi uma escolha,
eu apenas quis voltar para o que conhecia,
para onde as coisas eram certas e fáceis.
Mas isso já não era possível,
então permaneci nesse espaço,
entre o antes e o depois,
sem conseguir agir no agora.
Não é fácil optar,
entrar numa trilha
que não se sabe onde levará,
deixar de seguir outras tantas...
E aí vem o medo,
aquele que paralisa,
que faz recuar.
E por medo de não conseguir,
decidi não me mover.
Uma defesa apenas.
Um escudo contra decepcões possíveis.
Mas uma hora a gente pára e pensa,
que a inércia é um estado de eterno vácuo.
E, ao nos deixarmos assim estar,
tornando nossa vida vazia,
acabamos assim ficando também:
ocos de nós mesmos.
E como é triste se esquecer quem se é...
Ou querer achar que não lembra,
pra não ter que encarar algumas coisas,
defeitos inevitáveis,
traços ruins que permanecem...
Só que nem por isso nos tornamos pessoas piores,
mas sim seres conscientes de nossas fraquezas.
No fundo todo mundo é frágil,
pois tudo muda o tempo todo
e não estamos livres disso.
E pode ser desesperador
não saber como agir no próximo capítulo...
Por isso há um período necessário de reflexão
antes que decisões sejam tomadas,
o que é importante para que possamos nos conhecer a fundo,
indo às vezes até o limite da nossa sanidade...
Mas sabendo que ainda há chance de voltar,
ressurgir, reacender a chama esquecida, apagada
e ir atrás não do que se quis,
mas do que se quer, no agora.
E digo tudo isso, simplesmente pra dizer:
estou livre!
Eu me liberto!
Assino minha alforria
e parte rumo a minha nova vida,
a única que importa,
a única de verdade:
a que está por vir...
Já não sou um mero fantoche do destino, hoje eu digo:
já posso ser eu, sem que isso me enlouqueça.
E é o que desejo, o que farei.
Após longo tempo adormecida,
enfim desperto.
E já não tenho tanta vontade de voltar a dormir.
"Fecham-se as cortinas,
e então começa a história real..."
sábado, 4 de outubro de 2008
O nosso mundo
" Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno!
Poisando em ti o meu amor eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos…
Os meus sonhos agora são mais vagos…
O teu olhar em mim, hoje, é mais terno…
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e pressagos!
A vida, meu Amor, quero vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas, hemos de bebê-la!
Que importa o mundo e as ilusões defuntas?…
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?…
O mundo, Amor?… As nossas bocas juntas!… "
Florbela Espanca
Como um divino vinho de Falerno!
Poisando em ti o meu amor eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos…
Os meus sonhos agora são mais vagos…
O teu olhar em mim, hoje, é mais terno…
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e pressagos!
A vida, meu Amor, quero vivê-la!
Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas, hemos de bebê-la!
Que importa o mundo e as ilusões defuntas?…
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?…
O mundo, Amor?… As nossas bocas juntas!… "
Florbela Espanca
Reflexo
De repente, não mais que de repente,
eu páro e me estranho.
Fixo a imagem refletida,
e tento localizar ali algum traço conhecido.
Vejo as marcas do tempo,
os olhos tristes,
e me pergunto como cheguei até aqui.
Saber que tudo seria tão diferente,
pode despertar a culpa adormecida.
Mas tentar descobrir o lado positivo,
valorizar qualquer coisa boa que se tem,
faz com que os erros se tornem parte importante do que somos hoje.
Sem a dor, não há regalo.
Sem a tristeza, a alegria não nos vale nada.
Sem todos os erros, os acertos são mero acaso.
Nossos fantasmas estão ali,
prontos para serem despertos,
a qualquer vacilo.
Não nos cabe escolher a hora que retornarão,
mas sim a tarefa de aprender a lidar com isso.
Tenho a alma pesada,
de tantos desencontros,
muita desesperança...
Mas tudo isso pode me parar,
ou ser a válvula propulsora
que me fará querer sempre mais.
Não importa o quanto pareçam distantes minhas lembranças,
o que vale é saber que existiram,
e sempre estarão aqui pra me lembrar de onde vim.
Sabendo disso,
não posso me conformar em ser menos do que já fui,
em deixar que a realidade destrua minhas ilusões mais puras,
o meu lado criança que ainda acredita no bom e no belo.
A amargura é feia,
e só nos torna envelhecidos e pedantes,
sempre esperando o pior de tudo.
E não foi isso o que desejei pra mim,
o que sempre quis foi ser alguém que valesse a pena.
É fácil se concentrar no que dói,
e não querer mais procurar,
por medo de se machucar mais e mais...
Só que o que torna nosso caminhar menos tedioso
é a capacidade de sempre nos surpreendermos,
com o destino e com nós mesmos.
Ninguém é só uma coisa,
somos muitos, somos todos em um só.
E essa luta interna pelo controle
faz com que sejamos capazes de ir
sempre mais longe do que esperávamos
e nos descobrir mais fortes do que acreditávamos ser.
Quando achamos que já vimos tudo,
já fizemos tudo,
já sabemos tudo,
a vida vem e nos mostra
como somos meros iniciantes
na arte de viver...
E que assim seja!
Quero ser um eterno aprendiz,
mantendo a humildade dos que sabem que nada sabem,
e a esperança dos que esperam um dia poder saber alguma coisa, enfim.
Então fecho os olhos,
e já consigo enxergar...
eu páro e me estranho.
Fixo a imagem refletida,
e tento localizar ali algum traço conhecido.
Vejo as marcas do tempo,
os olhos tristes,
e me pergunto como cheguei até aqui.
Saber que tudo seria tão diferente,
pode despertar a culpa adormecida.
Mas tentar descobrir o lado positivo,
valorizar qualquer coisa boa que se tem,
faz com que os erros se tornem parte importante do que somos hoje.
Sem a dor, não há regalo.
Sem a tristeza, a alegria não nos vale nada.
Sem todos os erros, os acertos são mero acaso.
Nossos fantasmas estão ali,
prontos para serem despertos,
a qualquer vacilo.
Não nos cabe escolher a hora que retornarão,
mas sim a tarefa de aprender a lidar com isso.
Tenho a alma pesada,
de tantos desencontros,
muita desesperança...
Mas tudo isso pode me parar,
ou ser a válvula propulsora
que me fará querer sempre mais.
Não importa o quanto pareçam distantes minhas lembranças,
o que vale é saber que existiram,
e sempre estarão aqui pra me lembrar de onde vim.
Sabendo disso,
não posso me conformar em ser menos do que já fui,
em deixar que a realidade destrua minhas ilusões mais puras,
o meu lado criança que ainda acredita no bom e no belo.
A amargura é feia,
e só nos torna envelhecidos e pedantes,
sempre esperando o pior de tudo.
E não foi isso o que desejei pra mim,
o que sempre quis foi ser alguém que valesse a pena.
É fácil se concentrar no que dói,
e não querer mais procurar,
por medo de se machucar mais e mais...
Só que o que torna nosso caminhar menos tedioso
é a capacidade de sempre nos surpreendermos,
com o destino e com nós mesmos.
Ninguém é só uma coisa,
somos muitos, somos todos em um só.
E essa luta interna pelo controle
faz com que sejamos capazes de ir
sempre mais longe do que esperávamos
e nos descobrir mais fortes do que acreditávamos ser.
Quando achamos que já vimos tudo,
já fizemos tudo,
já sabemos tudo,
a vida vem e nos mostra
como somos meros iniciantes
na arte de viver...
E que assim seja!
Quero ser um eterno aprendiz,
mantendo a humildade dos que sabem que nada sabem,
e a esperança dos que esperam um dia poder saber alguma coisa, enfim.
Então fecho os olhos,
e já consigo enxergar...
domingo, 28 de setembro de 2008
não quero mais o pouco, quero o muito.
não quero espera, quero ação.
não quero ilusões, quero a verdade.
não quero existir, quero viver.
não quero apenas diversão, quero plenitude.
não quero anestesia, quero sentir.
não quero somente dúvidas, quero também umas poucas certezas.
não quero conformismo, quero enfrentamento.
não quero o que já foi, quero o que ainda virá.
não quero mais quem fui, quero o que posso ser.
"não quero a beleza, quero a identidade."
não quero culpas, quero aprendizado.
não quero sonhos, quero realizações.
não quero enganos, quero acertos.
não quero promessas, quero atitude.
não quero só olhar, quero ver.
não quero que me entendam, quero apenas respeito.
não quero comodidade, quero o frio na barriga.
não quero regras, quero a exceção.
não quero qualquer coisa, quero o que é meu.
naõ quero um qualquer, quero ele.
"não quero dinheiro, quero amor sincero."
não quero estagnar, quero ir além.
não quero a dor, quero a satisfação.
não quero só o abstrato, quero também o concreto.
não quero o vulgar, quero o delicado.
não quero superfície, quero profundidade.
não quero o que já conheço, quero o inesperado.
não quero o básico, quero o completo.
não quero nada, quero tudo.
não quero apenas querer, quero conquistar.
e depois disso...
quero continuar querendo.
não quero espera, quero ação.
não quero ilusões, quero a verdade.
não quero existir, quero viver.
não quero apenas diversão, quero plenitude.
não quero anestesia, quero sentir.
não quero somente dúvidas, quero também umas poucas certezas.
não quero conformismo, quero enfrentamento.
não quero o que já foi, quero o que ainda virá.
não quero mais quem fui, quero o que posso ser.
"não quero a beleza, quero a identidade."
não quero culpas, quero aprendizado.
não quero sonhos, quero realizações.
não quero enganos, quero acertos.
não quero promessas, quero atitude.
não quero só olhar, quero ver.
não quero que me entendam, quero apenas respeito.
não quero comodidade, quero o frio na barriga.
não quero regras, quero a exceção.
não quero qualquer coisa, quero o que é meu.
naõ quero um qualquer, quero ele.
"não quero dinheiro, quero amor sincero."
não quero estagnar, quero ir além.
não quero a dor, quero a satisfação.
não quero só o abstrato, quero também o concreto.
não quero o vulgar, quero o delicado.
não quero superfície, quero profundidade.
não quero o que já conheço, quero o inesperado.
não quero o básico, quero o completo.
não quero nada, quero tudo.
não quero apenas querer, quero conquistar.
e depois disso...
quero continuar querendo.
O milagre das folhas
" Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas.
Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos.
A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e
de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim.
Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a
escolhida das folhas.
Com gestos furtivos tiro a folha dos meus cabelos e guardo-a na bolsa,
como o mais diminuto diamante.
Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca,
engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança.
E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios.
Achei Deus de uma grande delicadeza. "
Clarice Lispector
Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos.
A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e
de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim.
Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a
escolhida das folhas.
Com gestos furtivos tiro a folha dos meus cabelos e guardo-a na bolsa,
como o mais diminuto diamante.
Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca,
engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança.
E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios.
Achei Deus de uma grande delicadeza. "
Clarice Lispector
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Desconexa
E por que eu me incomodo?, ela pergunta.
Sei lá, talvez por não conseguir entender, ou me sentir afetada de alguma forma por tudo que presencio o tempo todo ao meu redor...
Meu problema é nunca conseguir fechar os olhos, calar o que sinto, deixar guardado num canto escondido o que me faz mal, enquanto sigo como se tivesse tudo na mais perfeita ordem.
O pior é me sentir estranha em mim por não ter qualquer identificação com quase nada. É como se por trás do que aparento fosse tudo diferente, se ninguém percebesse a essência do que sou... Mas será que eu sei? Ou que é isso mesmo e não uma invenção pra tornar tudo mais interessante? Ah, vou lá eu saber...
Só o que sei é o que não quero, não mais. Sei lá se um dia quis mesmo, ou apenas me contentei, acho que foi isso sim, só que agora não me contento em só me conformar, afinal isso não leva a nada, só ao que já se conhece, enquanto que a inquietude de querer ir além pode nos levar a lugares inimagináveis...
É muito mais fácil agir e pensar como todo mundo, é mais prático, não exige muita reflexão ou argumentação, é só ir lá e pronto, tá feito. E ninguém vai questionar também, pois difícil quem se importe em perguntar o porquê...
Desde muito tempo me pareceu chato isso de as pessoas parecerem todas saídas da mesma fábrica, com as mesmas roupas, cabelo e jeito de falar, e aí tudo que eu queria era não me parecer com ninguém.
Só que aí quando isso se tornou um fato, não sabia como me comportar em meio a essa gente que não reconhecia. E até hoje não sei... Então eu me visto de um jeito normal, tento sorrir e ser só mais uma pessoa que vive porque assim lhe disseram pra fazer, sem se perguntar se é o que queria ou como queria...
Tá, nem tudo precisa ser tão ruim ou difícil, mas complicar as coisas faz parte de mim. Talvez torne tudo um pouco mais emocionante...
Mas já que não consigo saber o que se passa com os outros, seria uma boa compreender alguma coisa em mim e aí saber como fazer com que haja sentido nisso.
Se é que há...
Sei lá, talvez por não conseguir entender, ou me sentir afetada de alguma forma por tudo que presencio o tempo todo ao meu redor...
Meu problema é nunca conseguir fechar os olhos, calar o que sinto, deixar guardado num canto escondido o que me faz mal, enquanto sigo como se tivesse tudo na mais perfeita ordem.
O pior é me sentir estranha em mim por não ter qualquer identificação com quase nada. É como se por trás do que aparento fosse tudo diferente, se ninguém percebesse a essência do que sou... Mas será que eu sei? Ou que é isso mesmo e não uma invenção pra tornar tudo mais interessante? Ah, vou lá eu saber...
Só o que sei é o que não quero, não mais. Sei lá se um dia quis mesmo, ou apenas me contentei, acho que foi isso sim, só que agora não me contento em só me conformar, afinal isso não leva a nada, só ao que já se conhece, enquanto que a inquietude de querer ir além pode nos levar a lugares inimagináveis...
É muito mais fácil agir e pensar como todo mundo, é mais prático, não exige muita reflexão ou argumentação, é só ir lá e pronto, tá feito. E ninguém vai questionar também, pois difícil quem se importe em perguntar o porquê...
Desde muito tempo me pareceu chato isso de as pessoas parecerem todas saídas da mesma fábrica, com as mesmas roupas, cabelo e jeito de falar, e aí tudo que eu queria era não me parecer com ninguém.
Só que aí quando isso se tornou um fato, não sabia como me comportar em meio a essa gente que não reconhecia. E até hoje não sei... Então eu me visto de um jeito normal, tento sorrir e ser só mais uma pessoa que vive porque assim lhe disseram pra fazer, sem se perguntar se é o que queria ou como queria...
Tá, nem tudo precisa ser tão ruim ou difícil, mas complicar as coisas faz parte de mim. Talvez torne tudo um pouco mais emocionante...
Mas já que não consigo saber o que se passa com os outros, seria uma boa compreender alguma coisa em mim e aí saber como fazer com que haja sentido nisso.
Se é que há...
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