segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Darkness and Lightness

É como se minha vida fosse dividida em duas partes:

Aquela da qual tu faz parte, trazendo luz pros meus dias
Tornando bons os nossos momentos, que me dão esperança de uma vida plena...

E a outra, em que fico apenas com meus pensamentos, anseios, temores... solidão
E esta é a parte em que o tempo parece ser um inimigo, pois avança sem que eu o aproveite ou demora a passar e me enlouquece!
Só não tenho como me esconder, sou obrigada a me encarar
E me encarando eu sinto necessidade de fazer coisas que me deixam mal
E tenho que lidar com isso depois, do jeito que for...

Queria poder fundir o eu e o nós,
Esperando que isso ajudasse a me tornar uma pessoa melhor,
Especialmente pra mim mesma...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"Afundei no travesseiro e encarei o teto, revendo como exatamente as coisas tinham dado errado entre mim e Jeb. Como eu tinha parado de ser a garota dele. Eu sabia qual era a resposta óbvia (ruim, eca, não queria entrar nessa), mas não conseguia parar de analisar obsessivamente o que nos havia levado àquele ponto, pois mesmo antes da festa de Charlie, as coisas estavam menos do que ótimas entre nós. Não é que ele não me amava, porque eu sabia que ele amava. Quanto a mim, eu o amava tanto que doía.

O que nos separou, eu acho, foi o modo como demonstrávamos nosso amor. Ou, no caso de Jeb, o modo como ele não demonstrava - ao menos era assim que parecia para mim. De acordo com Tegan, que assistia muito ao programa do Dr. Phil, Jeb e eu falávamos línguas diferentes no amor.

Eu queria que Jeb fosse doce e romântico e carinhoso como havia sido na Starbucks quando me beijou pela primeira vez na véspera de Natal do ano anterior. Acabei conseguindo um emprego naquela mesma Starbucks no mês seguinte e lembro-me de pensar 'Que fofo, poderemos reviver nosso beijo de novo e de novo e de novo'.
Mas não vivemos, nem uma vez. Mesmo que ele passasse por lá o tempo todo e mesmo que eu sempre anunciasse com linguagem corporal que queria que ele me beijasse, o máximo que Jeb fazia era esticar o braço pelo balcão e puxar os laços do meu avental verde.
- Ei, garota do café - dizia ele. Era fofo, mas não... o suficiente.

Isso era só uma coisa. Havia outras também, como eu querer que ele ligasse para dizer boa noite todas as noites, e como ele se sentia mal com isso porque o apartamento dele era muito pequeno.
- Não quero que minha mãe me ouça todo meloso - explicava ele.

Ou como outros garotos não viam problema algum em segurar as mãos das namoradas pelos corredores do colégio, mas, sempre que eu pegava a mão de Jeb, ele dava um apertão rápido na minha e depois a soltava.
- Você não gosta de me tocar? - perguntei.
- Claro que gosto - respondeu ele. Os olhos de Jeb exibiam o aspecto que eu acho que estava tentando incitar, e, quando falou, a voz dele era seca. - Você sabe que gosto, Addie. Eu amo ficar com você. Mas só quero que nós estejamos sozinhos de verdade quando ficarmos sozinhos.

Por um bom tempo, mesmo que eu reparasse nessas coisas todas, na maioria das vezes eu ficava quieta. Não queria ser a namorada bebê chorona.
Mas, por volta do nosso aniversário de seis meses (dei a Jeb uma playlist com as músicas mais românticas do mundo; ele não me deu nada), algo ficou azedo dentro de mim. Foi uma droga, porque eu estava com um garoto que eu amava e queria que as coisas fossem perfeitas entre nós, mas não conseguia fazer tudo sozinha. E, se isso me tornava uma namorada bebê chorona, dane-se."

Lauren Myracle, Deixe a neve cair

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Alone

E depois de tudo o que fica é o vazio.
Aquele buraco que parece que nunca irá cicatrizar...

O ruim não é ficar sozinha,
Mas ficar sozinha depois de ter estado com você.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

"A ideia de que algumas vidas importam menos é a raiz de tudo o que está errado com o mundo." Paul Farmer

terça-feira, 26 de maio de 2015

O que eu queria:
Que tu chegasse de repente,
Me abrassasse, dissesse que me ama
E que quer ficar comigo, sem dúvidas.

A realidade?
Apenas incerteza, apreensão, expectativa... 
Medo de perder, mais do que tudo, o que sinto
Que alimenta a alma e me faz ter fé.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

The secret

A vida é feita de tantas opções que muitas vezes não conseguimos saber o que queremos efetivamente pra nós mesmos.
A insatisfação é algo constante, já que a realidade dificilmente atende fidedignamente às nossas expectativas e acaba nos frustando em certos momentos.
Nesse cenário, fica difícil ter certeza de nossas vontades e escolhas.
Optamos por algo ou alguém... E aí pensamos como seria se estivéssemos em outro lugar, com outra pessoa...

É fácil olhar pros lados, se imaginar em situações diversas.
Difícil é se focar no presente, valorizar o que é concreto.
E essa dificuldade é que nos faz pessoas frustradas, insatisfeitas...
Pois só conseguimos dar valor ao que não temos ou já perdemos.

No começo é tudo ótimo, seja com amor, emprego, o que for.
Com o tempo, aparecem os problemas - ou melhor, a realidade: a pessoa como realmente é e não como imaginamos, o trabalho com seus aspectos positivos e negativos, como tudo.
A rotina aumenta a parte ruim e reduz o que é bom.
E assim, sempre parece mais simples pular fora, procurar outra coisa que nos faça bem, nos dê aquele ânimo inicial (a paixão...), do que tentar se adaptar e manter o que está lá.

Claro que ninguém é obrigado a permanecer a vida toda com a mesma pessoa ou no mesmo emprego.
Mas aí entra se perguntar o que realmente se quer.
E essa resposta pode ser difícil de alcançar...
Mas quando se tem certeza, tudo fica melhor.

Porque muitas vezes apenas nos contentamos com as coisas, permanecendo em determinada situação pois não apareceu nada melhor...
Só que quando encontramos A pessoa, O emprego e por aí vai,
Temos que nos considerar O/A sortud(o/a) e fazer valer isso.

Quando sabemos aquilo que queremos, desejamos permanecer ali, com aquele alguém ou naquele lugar, apesar dos percalços que surgirão.
E cabe a nós agir pra merecer a sorte de encontrar o que muitos procuram e poucos acham: a nossa verdade.

Assim, se é possível exister algum segredo pra tal felicidade, deve ter a ver com isso: valorizar o que temos, no momento em que acontece.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

a dor que mais dói

Depois de todas as alegrias, agora o que sinto é uma tristeza infinita...
Sei que não é culpa tua, só não sei como lidar com tua falta...
Por 2/3 da minha vida tu esteve ali, todas as vezes em que eu chegava.
Em algumas, por problemas diversos, eu nem te dava a atenção merecida.
Mas tu nunca deixou de me amar por isso, pelo contrário, continuou sendo o melhor companheiro do mundo.
Lembro com certa dificuldade da tua juventude, pois nos últimos anos a idade te deixou sequelas, como pelos brancos e problemas para caminhar, enxergar, ouvir. Mas gosto de pensar que pode aproveitar os anos que te foram possíveis aqui, com passeios e afins, mesmo que a gente sempre pense que poderia ter feito mais
O que me dói é saber que nunca mais poderei olhar teus olhos, que ultimamente andavam meio sem brilho, pelos problemas de saúde, tocar no teu pelo, que ainda era macio, te pegar no colo e sentir teus ossos do quadril, pelo emagrecimento, e tua barriga quentinha.
Me arrependo de todas as vezes em que reclamei por ter que levantar de madrugada pra te cuidar, pois sei que só queria caminhar, fazer as coisas normalmente, mas não conseguia. Só queria poder voltar no tempo, aproveitar cada segundo, pois mesmo que a gente soubesse que tu nos deixaria a qualquer hora, sempre parece cedo demais...
Acho que só agora tenho a dimensão do que tu representa na minha vida, de tudo que me ensinou e sinto muito não poder ter feito mais por ti, ter dado um jeito para que continuasse aqui... A dor que sinto nem é pelo passado, mas pelo futuro, que irá chegar sem ti.
Dói a ausência, a falta... Fica um peso no peito e ao mesmo tempo um vazio na alma... É como se não fosse verdade, como se a qualquer momento tu fosse chegar, deitar na tua caminha e ficar ali. Saber que isso não ocorrerá, dói de uma forma que não poderia imaginar... Acho que só quando se sente é que se sabe.
Não sei quando isso vai passar, quando a tristeza se transformará em saudade, lembrança... Só sei que agora a única vontade é chorar até esvaziar... Talvez seja egoísta da minha parte, já que cada dia parecia mais difícil pra ti se manter por aqui, mas só queria mais um tempo contigo... Porque a vida sem ti parece algo bem difícil, meu velhinho.