sobre não fazer parte
sobre não pertencer a lugar algum
sobre não se encaixar
sobre se sentir diferente
sobre ser estranha a tudo e todos
sobre não se encontrar
sequer em si mesma.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
sábado, 13 de maio de 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Pain, luck, guilt… happiness?
Dói se estamos mal, dói se estamos bem e não somos egoístas.
Acredito que só quem não se importa ou não olha ao redor é realmente feliz.
E quem não carrega culpas.
Eu me culpo, pelo que fiz, pelo que não fiz, pelo que está errado e não posso mudar.
Por isso acho difícil atingir um nível elevado de felicidade.
Pior do que isso, percebo que a culpa me faz ser autodestrutiva,
impedir que me permita ser melhor, me sentir bem comigo.
Eu me boicoto de várias formas, como se não merecesse ser quem desejo.
É pesado carregar essa bagagem, pessoal e como membro da sociedade.
É difícil lidar com meus problemas, das pessoas que gosto, de quem nem conheço mas me importo por consciência e empatia.
É ruim quando as coisas dão errado, mas quando dão certo não parece tão melhor...
Se tenho sorte na vida, me sinto mal pelos que não têm.
Nesse cenário, acho que só a terapia salva!
Ou ao menos deve ajudar a lidar com essas questões,
para que viver se torne um pouco mais leve,
e quem sabe a paz de espírito seja possível de alguma forma…
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A better world
Compaixão pode ser considerada uma qualidade, algo que nos faz humanos...
Mas será que se preocupar com as pessoas, os animais, o mundo é sempre positivo?
Às vezes penso que é apenas um enorme peso a carregar: o da impotência para mudar tudo que está errado.
Mas será que se preocupar com as pessoas, os animais, o mundo é sempre positivo?
Às vezes penso que é apenas um enorme peso a carregar: o da impotência para mudar tudo que está errado.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Porque eu te amo.
Mas tu tá dormindo e não vai lembrar que eu falo coisas legais..."
Eu lembro e sinto um calorzinho bom ao recordar esse momento...
É como se o que desejei por tanto tempo estivesse ocorrendo e não sinto que mereço...
Carrego todas essas coisas ruins, culpas, frustrações pelas escolhas erradas, por estar como estou e não de um jeito melhor, como poderia se tivesse agido de outra forma antes, então nem sei se deveria ter algo tão bom assim...
Mas se tenho, se o universo me deu essa chance, não vou desperdiçá-la.
Por mais que agora eu não me sinta bem, não consiga me entregar e simplesmente desfrutar disso, sem pesares, eu quero poder mudar a mim, me permitir sim ser feliz.
E se eu falhei em muitas coisas, se não sou boa em nada específico, ao menos quero poder ser boa pra mim e pra ti, ser alguém que me faça bem e a pessoa que tu merece ter ao lado.
Pois eu te amo mais que tudo... E quero te fazer bem como tu me faz.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Darkness and Lightness
É como se minha vida fosse dividida em duas partes:
Aquela da qual tu faz parte, trazendo luz pros meus dias
Tornando bons os nossos momentos, que me dão esperança de uma vida plena...
E a outra, em que fico apenas com meus pensamentos, anseios, temores... solidão
E esta é a parte em que o tempo parece ser um inimigo, pois avança sem que eu o aproveite ou demora a passar e me enlouquece!
Só não tenho como me esconder, sou obrigada a me encarar
E me encarando eu sinto necessidade de fazer coisas que me deixam mal
E tenho que lidar com isso depois, do jeito que for...
Queria poder fundir o eu e o nós,
Esperando que isso ajudasse a me tornar uma pessoa melhor,
Especialmente pra mim mesma...
Aquela da qual tu faz parte, trazendo luz pros meus dias
Tornando bons os nossos momentos, que me dão esperança de uma vida plena...
E a outra, em que fico apenas com meus pensamentos, anseios, temores... solidão
E esta é a parte em que o tempo parece ser um inimigo, pois avança sem que eu o aproveite ou demora a passar e me enlouquece!
Só não tenho como me esconder, sou obrigada a me encarar
E me encarando eu sinto necessidade de fazer coisas que me deixam mal
E tenho que lidar com isso depois, do jeito que for...
Queria poder fundir o eu e o nós,
Esperando que isso ajudasse a me tornar uma pessoa melhor,
Especialmente pra mim mesma...
sexta-feira, 17 de julho de 2015
"Afundei no travesseiro e encarei o teto, revendo como exatamente as coisas tinham dado errado entre mim e Jeb. Como eu tinha parado de ser a garota dele. Eu sabia qual era a resposta óbvia (ruim, eca, não queria entrar nessa), mas não conseguia parar de analisar obsessivamente o que nos havia levado àquele ponto, pois mesmo antes da festa de Charlie, as coisas estavam menos do que ótimas entre nós. Não é que ele não me amava, porque eu sabia que ele amava. Quanto a mim, eu o amava tanto que doía.
O que nos separou, eu acho, foi o modo como demonstrávamos nosso amor. Ou, no caso de Jeb, o modo como ele não demonstrava - ao menos era assim que parecia para mim. De acordo com Tegan, que assistia muito ao programa do Dr. Phil, Jeb e eu falávamos línguas diferentes no amor.
Eu queria que Jeb fosse doce e romântico e carinhoso como havia sido na Starbucks quando me beijou pela primeira vez na véspera de Natal do ano anterior. Acabei conseguindo um emprego naquela mesma Starbucks no mês seguinte e lembro-me de pensar 'Que fofo, poderemos reviver nosso beijo de novo e de novo e de novo'.
Mas não vivemos, nem uma vez. Mesmo que ele passasse por lá o tempo todo e mesmo que eu sempre anunciasse com linguagem corporal que queria que ele me beijasse, o máximo que Jeb fazia era esticar o braço pelo balcão e puxar os laços do meu avental verde.
- Ei, garota do café - dizia ele. Era fofo, mas não... o suficiente.
Isso era só uma coisa. Havia outras também, como eu querer que ele ligasse para dizer boa noite todas as noites, e como ele se sentia mal com isso porque o apartamento dele era muito pequeno.
- Não quero que minha mãe me ouça todo meloso - explicava ele.
Ou como outros garotos não viam problema algum em segurar as mãos das namoradas pelos corredores do colégio, mas, sempre que eu pegava a mão de Jeb, ele dava um apertão rápido na minha e depois a soltava.
- Você não gosta de me tocar? - perguntei.
- Claro que gosto - respondeu ele. Os olhos de Jeb exibiam o aspecto que eu acho que estava tentando incitar, e, quando falou, a voz dele era seca. - Você sabe que gosto, Addie. Eu amo ficar com você. Mas só quero que nós estejamos sozinhos de verdade quando ficarmos sozinhos.
Por um bom tempo, mesmo que eu reparasse nessas coisas todas, na maioria das vezes eu ficava quieta. Não queria ser a namorada bebê chorona.
Mas, por volta do nosso aniversário de seis meses (dei a Jeb uma playlist com as músicas mais românticas do mundo; ele não me deu nada), algo ficou azedo dentro de mim. Foi uma droga, porque eu estava com um garoto que eu amava e queria que as coisas fossem perfeitas entre nós, mas não conseguia fazer tudo sozinha. E, se isso me tornava uma namorada bebê chorona, dane-se."
Lauren Myracle, Deixe a neve cair
O que nos separou, eu acho, foi o modo como demonstrávamos nosso amor. Ou, no caso de Jeb, o modo como ele não demonstrava - ao menos era assim que parecia para mim. De acordo com Tegan, que assistia muito ao programa do Dr. Phil, Jeb e eu falávamos línguas diferentes no amor.
Eu queria que Jeb fosse doce e romântico e carinhoso como havia sido na Starbucks quando me beijou pela primeira vez na véspera de Natal do ano anterior. Acabei conseguindo um emprego naquela mesma Starbucks no mês seguinte e lembro-me de pensar 'Que fofo, poderemos reviver nosso beijo de novo e de novo e de novo'.
Mas não vivemos, nem uma vez. Mesmo que ele passasse por lá o tempo todo e mesmo que eu sempre anunciasse com linguagem corporal que queria que ele me beijasse, o máximo que Jeb fazia era esticar o braço pelo balcão e puxar os laços do meu avental verde.
- Ei, garota do café - dizia ele. Era fofo, mas não... o suficiente.
Isso era só uma coisa. Havia outras também, como eu querer que ele ligasse para dizer boa noite todas as noites, e como ele se sentia mal com isso porque o apartamento dele era muito pequeno.
- Não quero que minha mãe me ouça todo meloso - explicava ele.
Ou como outros garotos não viam problema algum em segurar as mãos das namoradas pelos corredores do colégio, mas, sempre que eu pegava a mão de Jeb, ele dava um apertão rápido na minha e depois a soltava.
- Você não gosta de me tocar? - perguntei.
- Claro que gosto - respondeu ele. Os olhos de Jeb exibiam o aspecto que eu acho que estava tentando incitar, e, quando falou, a voz dele era seca. - Você sabe que gosto, Addie. Eu amo ficar com você. Mas só quero que nós estejamos sozinhos de verdade quando ficarmos sozinhos.
Por um bom tempo, mesmo que eu reparasse nessas coisas todas, na maioria das vezes eu ficava quieta. Não queria ser a namorada bebê chorona.
Mas, por volta do nosso aniversário de seis meses (dei a Jeb uma playlist com as músicas mais românticas do mundo; ele não me deu nada), algo ficou azedo dentro de mim. Foi uma droga, porque eu estava com um garoto que eu amava e queria que as coisas fossem perfeitas entre nós, mas não conseguia fazer tudo sozinha. E, se isso me tornava uma namorada bebê chorona, dane-se."
Lauren Myracle, Deixe a neve cair
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