às vezes acho que tô enlouquecendo, como agora
não sei como as pessoas conseguem ser tão “normais”
centradas, tranquilas, satisfeitas, felizes até
pra mim é como se tivesse que o tempo todo lutar contra mim mesma
e perder, na maior parte das vezes
no fim sou minha pior inimiga
encarar cada dia e saber que será igual ao anterior
tentativa e erro, fracasso, frustração, culpa, fuga, punição…
o eterno ciclo, de desespero.
às vezes cansa, a máscara pesa
só queria ser entendida, ajudada, ou conseguir me ajudar
parar de fingir normalidade, aceitação, contentamento
vejo que ninguém consegue me compreender
por isso me sinto sozinha, no meio da imensidão, da podridão
ao mesmo tempo olho ao redor e me sinto mal agradecida
tenho muito, mais do que mereço, e parece que não importa
queria poder fazer algo pelos outros, pelo mundo
mas se não começo nem por mim, fica difícil…
me sinto afundando, cada vez mais dentro de mim
nessa teia de problemas que teci e me enrolei
ou como numa areia movediça, onde vou sendo engolida
até nada sobrar do que fui um dia
se perder dentro de si acho que é a pior sensação
não saber como sair, se encontrar
ou saber qual o caminho, mas não ser capaz de seguir
acho que minto pra mim mesma enquanto finjo pros demais
talvez queira acreditar realmente que está tudo bem
pra não ter que encarar o quanto está ruim
o pior é se enredar de tal forma, se deixar levar
e não ser mais capaz de abrir mão do que se acostumou a fazer e ser
queria ser forte o bastante, deixar tudo pra trás
mas parece que o passado persegue
ou no fim quem sabe o agora seja esse mesmo
a pior parte é não se reconhecer
ou talvez não querer aceitar a realidade
ter em mente um mundo novo
que na verdade nunca chega
será que ele existe ou é só imaginação?
todo mundo precisa de fantasias…
a minha sou eu mesma, numa outra versão
o que não é real sempre parece melhor
nem sempre acaba sendo, quando acontece
mas pra saber só chegando lá
queria poder ter essa experiência
alcançar o final do arco-íris
mesmo que não haja nenhum pote de ouro
só de percorrer o caminho
já seria um grande passo
maior do que minhas pernas parecem aguentar
quem sabe elas possam fazer um esforço
e me levar aonde queria estar
sigo com esperança, ainda…
sábado, 25 de novembro de 2017
domingo, 16 de julho de 2017
quarta-feira, 28 de junho de 2017
about me
sobre não fazer parte
sobre não pertencer a lugar algum
sobre não se encaixar
sobre se sentir diferente
sobre ser estranha a tudo e todos
sobre não se encontrar
sequer em si mesma.
sobre não pertencer a lugar algum
sobre não se encaixar
sobre se sentir diferente
sobre ser estranha a tudo e todos
sobre não se encontrar
sequer em si mesma.
sábado, 13 de maio de 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Pain, luck, guilt… happiness?
Dói se estamos mal, dói se estamos bem e não somos egoístas.
Acredito que só quem não se importa ou não olha ao redor é realmente feliz.
E quem não carrega culpas.
Eu me culpo, pelo que fiz, pelo que não fiz, pelo que está errado e não posso mudar.
Por isso acho difícil atingir um nível elevado de felicidade.
Pior do que isso, percebo que a culpa me faz ser autodestrutiva,
impedir que me permita ser melhor, me sentir bem comigo.
Eu me boicoto de várias formas, como se não merecesse ser quem desejo.
É pesado carregar essa bagagem, pessoal e como membro da sociedade.
É difícil lidar com meus problemas, das pessoas que gosto, de quem nem conheço mas me importo por consciência e empatia.
É ruim quando as coisas dão errado, mas quando dão certo não parece tão melhor...
Se tenho sorte na vida, me sinto mal pelos que não têm.
Nesse cenário, acho que só a terapia salva!
Ou ao menos deve ajudar a lidar com essas questões,
para que viver se torne um pouco mais leve,
e quem sabe a paz de espírito seja possível de alguma forma…
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A better world
Compaixão pode ser considerada uma qualidade, algo que nos faz humanos...
Mas será que se preocupar com as pessoas, os animais, o mundo é sempre positivo?
Às vezes penso que é apenas um enorme peso a carregar: o da impotência para mudar tudo que está errado.
Mas será que se preocupar com as pessoas, os animais, o mundo é sempre positivo?
Às vezes penso que é apenas um enorme peso a carregar: o da impotência para mudar tudo que está errado.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Porque eu te amo.
Mas tu tá dormindo e não vai lembrar que eu falo coisas legais..."
Eu lembro e sinto um calorzinho bom ao recordar esse momento...
É como se o que desejei por tanto tempo estivesse ocorrendo e não sinto que mereço...
Carrego todas essas coisas ruins, culpas, frustrações pelas escolhas erradas, por estar como estou e não de um jeito melhor, como poderia se tivesse agido de outra forma antes, então nem sei se deveria ter algo tão bom assim...
Mas se tenho, se o universo me deu essa chance, não vou desperdiçá-la.
Por mais que agora eu não me sinta bem, não consiga me entregar e simplesmente desfrutar disso, sem pesares, eu quero poder mudar a mim, me permitir sim ser feliz.
E se eu falhei em muitas coisas, se não sou boa em nada específico, ao menos quero poder ser boa pra mim e pra ti, ser alguém que me faça bem e a pessoa que tu merece ter ao lado.
Pois eu te amo mais que tudo... E quero te fazer bem como tu me faz.
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